Há muito tempo tento descobrir quem eu sou, o que quero, do que gosto. E esta não tem sido uma tarefa fácil... Está certo que ela tem se mostrado uma tarefa bem prazerosa às vezes, mas me pergunto se um dia esta busca vai ter fim, se um dia vou encontrar as coisas e pessoas que procuro, ou se eu vou encontrar a mim mesma.
O fato é que talvez tenha algo errado com o modo como eu procuro, com o modo como vejo as coisas...
Será que existe mesmo essa tal sensação enebriante que invade o ser, a alma, a cada vez que a gente se aproxima do que a gente quer, do que a gente deseja? Ou será que nunca vamos de fato saber se fizemos a escolha certa, a escolha que vai nos fazer mais feliz. Será que a busca por esta sensação não será apenas a busca por segurança, pela certeza de que se fez a escolha certa?
Qual é a diferença entre uma pessoa que é bem sucedida e uma pessoa que não alcançou muitas coisas na vida?
Será que a diferença esta somente no investimento que se faz, em se jogar de cabeça no caminho escolhido como se não houvesse outros, ou como se aquele fosse o melhor caminho a ser seguido?
Como saber disso tudo? Como saber o que realmente sinto, o que realmente quero?
Esta busca parece só se interessar pela utopia, pela impossibilidade.
Às vezes parece que quanto mais corro atrás do meu desejo, mais ele foge de mim, mais ele acelera o passo.
Será que meu desejo se traveste de outro assim que me aproximo dele?
Será que ele se fantasia, se disfarça pra que a gente nunca se encontre?
Ou será que sou eu é que não quero me encontrar com ele?
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Um novo amor
Diante de tantos sinais, de tantas sensações como ignorar o fato de que pra mim não basta que o cara seja bacana ou algo assim.
Quero um amor. Um encontro, algo que seja fruto do meu querer apenas, que não tenha explicação.
Alguém que eu simplesmente queira ao meu lado, sem "mas" nem "porquês".
O difícil é que não depende só de meus esforços ou dos esforços alheios. Esse tipo de encontro só acontece, e no momento que tem que acontecer.
É assim, não tem muito o que fazer além de ir vivendo e me aproximando cada vez mais de mim, de quem quero ser, do que eu gosto. E, esperar, não passivamente, mas esperar que este encontro possa acontecer.
E, enquanto isso?
Quero um amor. Um encontro, algo que seja fruto do meu querer apenas, que não tenha explicação.
Alguém que eu simplesmente queira ao meu lado, sem "mas" nem "porquês".
O difícil é que não depende só de meus esforços ou dos esforços alheios. Esse tipo de encontro só acontece, e no momento que tem que acontecer.
É assim, não tem muito o que fazer além de ir vivendo e me aproximando cada vez mais de mim, de quem quero ser, do que eu gosto. E, esperar, não passivamente, mas esperar que este encontro possa acontecer.
E, enquanto isso?
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Encontros e Desencontros
A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Vinícius de Moraes
Afinal o que definiria um encontro?
O bom encontro é o encontro de duas pessoas. Quando os desejos e afinidades se reunem no mesmo momento, fazendo com que as duas pessoas fiquem envoltas num manto mágico, que faz flutuar, viajar, perder a cabeça ou achá-la.
Esse momento pode durar a eternidade, algumas horas ou alguns poucos segundos, mas são estes que mudam nossas vidas, que nos fazem rever tudo o que acreditávamos e nos fazem desejar nada menos do que aquele sentimento que invade o peito como um tufão.
Encontros são coisas raras de acontecerem em nossas vidas, podemos contar nos dedos quantas vezes esta sensação invadiu o peito. E, quando acontecem, sabemos exatamente que estamos vivendo um encontro. É como se de fato reconhecessemos aquele pessoa, como se não houvesse nada a temer, é uma sensação indescritível, é como se todos os astros se alinhessem e todas as imperfeições e sofrimentos do mundo sumissem, pelo menos durante aquele momento.
Mas, encontros são sorrateiros vão e vem sem nos avisar pra onde nem quando. Só o que podemos saber é que quando sentir que está vivendo um encontro, aproveite este momento ao máximo, pois ele se esvai entre os dedos, não há como agarrá-lo, ele tem vontade própria! O que fica e o que deve ficar é a sensação no peito e o rebuliço que estes tais encontros trazem às nossas vidas.
Agora, me explica como continuar vivendo depois de viver um encontro?
Afinal o que definiria um encontro?
O bom encontro é o encontro de duas pessoas. Quando os desejos e afinidades se reunem no mesmo momento, fazendo com que as duas pessoas fiquem envoltas num manto mágico, que faz flutuar, viajar, perder a cabeça ou achá-la.
Esse momento pode durar a eternidade, algumas horas ou alguns poucos segundos, mas são estes que mudam nossas vidas, que nos fazem rever tudo o que acreditávamos e nos fazem desejar nada menos do que aquele sentimento que invade o peito como um tufão.
Encontros são coisas raras de acontecerem em nossas vidas, podemos contar nos dedos quantas vezes esta sensação invadiu o peito. E, quando acontecem, sabemos exatamente que estamos vivendo um encontro. É como se de fato reconhecessemos aquele pessoa, como se não houvesse nada a temer, é uma sensação indescritível, é como se todos os astros se alinhessem e todas as imperfeições e sofrimentos do mundo sumissem, pelo menos durante aquele momento.
Mas, encontros são sorrateiros vão e vem sem nos avisar pra onde nem quando. Só o que podemos saber é que quando sentir que está vivendo um encontro, aproveite este momento ao máximo, pois ele se esvai entre os dedos, não há como agarrá-lo, ele tem vontade própria! O que fica e o que deve ficar é a sensação no peito e o rebuliço que estes tais encontros trazem às nossas vidas.
Agora, me explica como continuar vivendo depois de viver um encontro?
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Vende-se uma casa em Mangaratiba
Vende-se uma casa em Mangaratiba!
Ela tem só uma porta, mas muitas janelas que também te permitem entrar e sair. Ela tem rede para dois e paredes, muitas paredes onde se podem escrever poemas. Mas, as paredes não sufocam, criam novas possibilidades, novos caminhos.
Essa casa é de fato muito especial!
A cada descoberta, a cada dormir e acordar que nos permite sonhar, novas cômodos aparecem.
A casa é sempre a mesma. Mas, ao mesmo tempo, está sempre mudando.
Quem for morar nela não conhecerá o tédio jamais! Pois nela, os amigos e amores terão sempre espaço. Alguns entram e não saem, alguns entram por um tempo, outros vêm só de passagem. Alguns vêm só de curiosidade, outros por interesse, outros vêm só pra visitar, sem grandes expectativas e sem oferecer muito. Cada um deixa um pouco de sí e leva um pouco de mim, um pouco do que tem na casa.
Mas, a casa está sempre cheia de amor e de esperança.
Quem quiser, pode vir visitar ou mesmo vir morar, pois nessa casa, há sempre um cantinho pra quem vem de peito aberto.
Ela tem só uma porta, mas muitas janelas que também te permitem entrar e sair. Ela tem rede para dois e paredes, muitas paredes onde se podem escrever poemas. Mas, as paredes não sufocam, criam novas possibilidades, novos caminhos.
Essa casa é de fato muito especial!
A cada descoberta, a cada dormir e acordar que nos permite sonhar, novas cômodos aparecem.
A casa é sempre a mesma. Mas, ao mesmo tempo, está sempre mudando.
Quem for morar nela não conhecerá o tédio jamais! Pois nela, os amigos e amores terão sempre espaço. Alguns entram e não saem, alguns entram por um tempo, outros vêm só de passagem. Alguns vêm só de curiosidade, outros por interesse, outros vêm só pra visitar, sem grandes expectativas e sem oferecer muito. Cada um deixa um pouco de sí e leva um pouco de mim, um pouco do que tem na casa.
Mas, a casa está sempre cheia de amor e de esperança.
Quem quiser, pode vir visitar ou mesmo vir morar, pois nessa casa, há sempre um cantinho pra quem vem de peito aberto.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Minhoca Esquizofrênica
Mexo, remexo, me contorço. Será que saio do lugar ou só convulsiono?
Entro, saio, viro, desviro. Será que mudo ou me engano?
Penso, repenso, dispenso. Será que quero ou não quero?
Altero, repito, dispisto. Será que estou enganada?
Será que meus movimentos são involuntários?
Será que me mexo só porque preciso me mexer?
Ou será que estou chegando em algum lugar com tudo isto?
Tomara que o pote de ouro no fim do arco-íris exista ou que o próprio arco-íris exista pra que não tenha sido tudo em vão e pra que a vida seja ao menos um pouco menos preto e branca.
Entro, saio, viro, desviro. Será que mudo ou me engano?
Penso, repenso, dispenso. Será que quero ou não quero?
Altero, repito, dispisto. Será que estou enganada?
Será que meus movimentos são involuntários?
Será que me mexo só porque preciso me mexer?
Ou será que estou chegando em algum lugar com tudo isto?
Tomara que o pote de ouro no fim do arco-íris exista ou que o próprio arco-íris exista pra que não tenha sido tudo em vão e pra que a vida seja ao menos um pouco menos preto e branca.
Coração Vagabundo
Eita coração vagabundo! Nunca se contenta com nada, quer sempre tudo!
Tem mania de grandeza e, não deixa meu peito em paz, quer sempre mais e mais.
Nunca se contenta com nada!
Se tem uma coisa, quer logo outra, e outra, quer tudo!
Ele se incha tanto até não caber em sí e de vez em quando precisa explodir, às vezes de alegria, às vezes de tristeza.
Porque meu coração é tão cigano, quer sempre mudar e mudar?
Às vezes penso que queria um coração normal, desses que não explodem, nem se precipitam mas, aceitam as coisas como elas são, não se embolam, nem desejam grandes coisas, se contentam com algumas poucas. São corações que têm paz ou ao menos não ficam se perguntando demais sobre isto ou aquilo.
Tem mania de grandeza e, não deixa meu peito em paz, quer sempre mais e mais.
Nunca se contenta com nada!
Se tem uma coisa, quer logo outra, e outra, quer tudo!
Ele se incha tanto até não caber em sí e de vez em quando precisa explodir, às vezes de alegria, às vezes de tristeza.
Porque meu coração é tão cigano, quer sempre mudar e mudar?
Às vezes penso que queria um coração normal, desses que não explodem, nem se precipitam mas, aceitam as coisas como elas são, não se embolam, nem desejam grandes coisas, se contentam com algumas poucas. São corações que têm paz ou ao menos não ficam se perguntando demais sobre isto ou aquilo.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Sábado...
E então, eu guardei o sábado, como uma boa judia, mas não pela religião, mas para esperar você chegar, você ligar. Porque sabendo que você viria, não poderia fazer outra coisa senão esperar e me aprontar, me perfumar, ensaiar alguns belos diálogos e, esperar. Esperar até que meu peito doesse tanto que eu adormecesse de cansaço.
Eu guardei o sábado, das muitas coisas que guardei...
Mas, você não veio.
Eu guardei o sábado, das muitas coisas que guardei...
Mas, você não veio.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Contrato
Não assino contratos!
Não estabeleço contatos imediatos!
Não faço promessas, nem acordos!
Meu compromisso é com a liberdade, com a instabilidade, com a mudança.
Minha vida é uma constante metamorfose, sem data nem previsão de mudança.
Nem sempre viro borboleta, às vezes continuo lagarta, às vezes regrido pra algo anterior ou inferior.
Não assino contratos!
Não sou coerente.
Não quero assinar nada!
Quero poder me contradizer, contrapôr, inventar, me embolar.
Quero ser e depois não ser mais. E depois me acalmar.
Contrato não é contato, é imposição!
Não estabeleço contatos imediatos!
Não faço promessas, nem acordos!
Meu compromisso é com a liberdade, com a instabilidade, com a mudança.
Minha vida é uma constante metamorfose, sem data nem previsão de mudança.
Nem sempre viro borboleta, às vezes continuo lagarta, às vezes regrido pra algo anterior ou inferior.
Não assino contratos!
Não sou coerente.
Não quero assinar nada!
Quero poder me contradizer, contrapôr, inventar, me embolar.
Quero ser e depois não ser mais. E depois me acalmar.
Contrato não é contato, é imposição!
A pergunta que não quer calar
De onde surge o amor?
Será que surge da necessidade, da carência, da vontade de suprir aquela falta que parece oprimir o peito?
Ou seria a afeição que abriria espaço para que alguém entre?
Será que seriam as duas coisas juntas?
Ou seria a junção de uma séria de outras coisas?
Talvez seja a hora, o momento, a oportunidade, a vontade, todas juntas, colocadas sutilmente juntas como se fosse uma coincidência ou algo assim, em que cada detalhe se encontra para que a situação ocorra, dê certo. É aquela fração de segundos que te faz pegar o ônibus em que ele está ou aquela vontade súbita de ir a uma festa e conhecê-lo lá. É aquele detalhizinho que fez com que vocês se conhecessem ou aquela junção de uma série de detalhes que culminou no encontro, uma coisa quase côsmica.
São tantos fatores que se unem, como um alinhamento dos astros que nos faz pensar que deve ser impossível ou quase duas pessoas se apaixonarem, mas não é. Agora mesmo, neste instante, enquanto você lê este texto, tem um milhão desses encontros ocorrendo. Esses milagres acontecem a todo instante.
Será que surge da necessidade, da carência, da vontade de suprir aquela falta que parece oprimir o peito?
Ou seria a afeição que abriria espaço para que alguém entre?
Será que seriam as duas coisas juntas?
Ou seria a junção de uma séria de outras coisas?
Talvez seja a hora, o momento, a oportunidade, a vontade, todas juntas, colocadas sutilmente juntas como se fosse uma coincidência ou algo assim, em que cada detalhe se encontra para que a situação ocorra, dê certo. É aquela fração de segundos que te faz pegar o ônibus em que ele está ou aquela vontade súbita de ir a uma festa e conhecê-lo lá. É aquele detalhizinho que fez com que vocês se conhecessem ou aquela junção de uma série de detalhes que culminou no encontro, uma coisa quase côsmica.
São tantos fatores que se unem, como um alinhamento dos astros que nos faz pensar que deve ser impossível ou quase duas pessoas se apaixonarem, mas não é. Agora mesmo, neste instante, enquanto você lê este texto, tem um milhão desses encontros ocorrendo. Esses milagres acontecem a todo instante.
sábado, 16 de outubro de 2010
O que é um grande amor?
Para viver um grande amor basta que o outro tenha todas as características que desejamos? Basta ter muitas coisas em comum?
Certa vez ví um filme do Woody Allen em que o personagem principal, em um momento de crise vira pra sua esposa e diz: " Você é perfeita! É inteligente, nós conversamos sobre tudo, política, arte. Você é bonita e ainda por cima me ama. Mas, ainda assim, não estou feliz, não está dando certo." E então, eles se separam.
Não foram exatamente estas as palavras que ele usou, mas a idéia é que talvez não baste reunir um monte de características boas numa pessoa para que um relacionamento dê certo.
Mas então, o que faz um relacionamento dar certo?
O que tem que acontecer para que duas pessoas fiquem juntas, pra que a força que as une seja maior que a que as separa?
Será que são fatores aleatórios?
Ou seria a junção de características que nunca se imaginaria que dariam certo juntas, mas que formam uma harmonia que não pode ser exatamente descrita racionalmente?
Eu costumava pensar que ficar com alguém, ter um relacionamento era só uma questão de escolha e investimento, muito similar às escolhas racionais por melhores resultados ou investimentos na bolsa de valores. O que, em certa medida, não deixa de ser verdade....srrsrs
Então, era só ficar com alguém, analisar os prós e contras e pronto! Vou investir nesse relacionamento!
Tão romântico, não?
O problema é que de repente vem algo que contraria tudo. Um algo mais que não é muito possível de explicar, mas que te faz contrariar todas as escolhas racionais, tudo que você tinha planejado e que você achava que queria.
Talvez este algo a mais seja o que os grandes poetas tentam há tempos explicar e que constumamos chamar de amor.
Por via das dúvidas, no caso de não ter entendido nada mesmo, vale a pena apostar na idéia de Chico César, "quando passar por mim grande amor, dá um sinal, chama que eu vou."
Certa vez ví um filme do Woody Allen em que o personagem principal, em um momento de crise vira pra sua esposa e diz: " Você é perfeita! É inteligente, nós conversamos sobre tudo, política, arte. Você é bonita e ainda por cima me ama. Mas, ainda assim, não estou feliz, não está dando certo." E então, eles se separam.
Não foram exatamente estas as palavras que ele usou, mas a idéia é que talvez não baste reunir um monte de características boas numa pessoa para que um relacionamento dê certo.
Mas então, o que faz um relacionamento dar certo?
O que tem que acontecer para que duas pessoas fiquem juntas, pra que a força que as une seja maior que a que as separa?
Será que são fatores aleatórios?
Ou seria a junção de características que nunca se imaginaria que dariam certo juntas, mas que formam uma harmonia que não pode ser exatamente descrita racionalmente?
Eu costumava pensar que ficar com alguém, ter um relacionamento era só uma questão de escolha e investimento, muito similar às escolhas racionais por melhores resultados ou investimentos na bolsa de valores. O que, em certa medida, não deixa de ser verdade....srrsrs
Então, era só ficar com alguém, analisar os prós e contras e pronto! Vou investir nesse relacionamento!
Tão romântico, não?
O problema é que de repente vem algo que contraria tudo. Um algo mais que não é muito possível de explicar, mas que te faz contrariar todas as escolhas racionais, tudo que você tinha planejado e que você achava que queria.
Talvez este algo a mais seja o que os grandes poetas tentam há tempos explicar e que constumamos chamar de amor.
Por via das dúvidas, no caso de não ter entendido nada mesmo, vale a pena apostar na idéia de Chico César, "quando passar por mim grande amor, dá um sinal, chama que eu vou."
Fim ou Começo
Para minha amiga querida Aline
Não sou muito boa com finais. Fico saudosa, triste, melancólica...
Nunca compreendi como uma pessoa que partilhou seus mais íntimos segredos, momentos bons e ruins, pode de repente não mais fazer parte de sua vida. Assim como num passe de mágica, as pessoas se afastam e se tornam quase estranhas.
Não consigo aceitar que algumas pessoas precisam ir embora, seja qual for o motivo da partida. E também acho muito estranho que as situações da vida mudem ou simplemeste se findem.
Como pode uma viajem tão boa simplesmente se acabar? Como pode num instante você estar num emprego depois não estar mais? Ou ainda, como pode uma amizade se perder, ou um amor passar?
Acho mudanças muito estranhas! Principalmente porque sempre temos que deixar muito pra trás.
No entanto, mesmo que demore um pouco e que nos custe rios de lágrima, bastante dor e desconforto, a perda pode nos trazer coisas boas, momentos inusitados, pessoas novas e muitas descobertas .
Mas mesmo assim, me dá uma uma saudade...
Às vezes sinto saudades de coisas ruins.
Já senti saudades até de coisas que não viví. É uma saudade, uma tristeza que me corrói por coisas que não vou viver mais.
Não fazer mais parte dói.
Eu entendo que a vida seja repleta de fins, de começos, recomeços de janelas que se abrem. Mas, ainda assim, me dá uma saudade...
Não sou muito boa com finais. Fico saudosa, triste, melancólica...
Nunca compreendi como uma pessoa que partilhou seus mais íntimos segredos, momentos bons e ruins, pode de repente não mais fazer parte de sua vida. Assim como num passe de mágica, as pessoas se afastam e se tornam quase estranhas.
Não consigo aceitar que algumas pessoas precisam ir embora, seja qual for o motivo da partida. E também acho muito estranho que as situações da vida mudem ou simplemeste se findem.
Como pode uma viajem tão boa simplesmente se acabar? Como pode num instante você estar num emprego depois não estar mais? Ou ainda, como pode uma amizade se perder, ou um amor passar?
Acho mudanças muito estranhas! Principalmente porque sempre temos que deixar muito pra trás.
No entanto, mesmo que demore um pouco e que nos custe rios de lágrima, bastante dor e desconforto, a perda pode nos trazer coisas boas, momentos inusitados, pessoas novas e muitas descobertas .
Mas mesmo assim, me dá uma uma saudade...
Às vezes sinto saudades de coisas ruins.
Já senti saudades até de coisas que não viví. É uma saudade, uma tristeza que me corrói por coisas que não vou viver mais.
Não fazer mais parte dói.
Eu entendo que a vida seja repleta de fins, de começos, recomeços de janelas que se abrem. Mas, ainda assim, me dá uma saudade...
sábado, 2 de outubro de 2010
Estar sozinha não é igual à solidão
Ando tão apaixonada por mim mesma...
Não de forma narcisista, louca, daquelas que ficam se namorando no espelho e que só têm olhos para o próprio umbigo. Mas, daquela forma, de gostar de passar um tempo consigo mesma, de se divertir com as pequenas coisas, com os segredos e piadas que não contamos pra ninguém ou ainda, ouvindo uma música, vendo um filme, escrevendo, cozinhando, seja lá qual for o hobby.
Não que o outro não faça falta. É que minha companhia me agrada.
Não é assim a paixão? A gente fica com uma vontade danada de passar um tempo com o outro, descobrindo-o. Então, estar apaixonada por sí mesma é assim também. A gente tem um desejo, quase uma necessidade de passar um tempo com a gente mesma, um tempo sozinha.
Não de forma narcisista, louca, daquelas que ficam se namorando no espelho e que só têm olhos para o próprio umbigo. Mas, daquela forma, de gostar de passar um tempo consigo mesma, de se divertir com as pequenas coisas, com os segredos e piadas que não contamos pra ninguém ou ainda, ouvindo uma música, vendo um filme, escrevendo, cozinhando, seja lá qual for o hobby.
Não que o outro não faça falta. É que minha companhia me agrada.
Não é assim a paixão? A gente fica com uma vontade danada de passar um tempo com o outro, descobrindo-o. Então, estar apaixonada por sí mesma é assim também. A gente tem um desejo, quase uma necessidade de passar um tempo com a gente mesma, um tempo sozinha.
Samba toca no coração
"A vida ia ser melhor com esses sambas." Marisa Monte, em o Mistério do Samba, sobre as músicas da Velha Guarda da Portela
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Tentar nem sempre é o suficiente
Às vezes, por mais que tentemos, que façamos nosso melhor, não conseguimos nossos objetivos.
Fico me perguntado, por que será?
Será que porque não era pra ser, não estava escrito ou não estava no meu destino?
Ou será que é porque haveria um outro caminho reservado só para mim?
Na verdade eu acho que nem sempre tentar muito é o suficiente.
Por mais que estejamos cansados, exaustos e tenhamos dado o nosso melhor às vezes teremos que continuar tentando.
Pois, a glória não está em falar pra todos "Nossa como eu tentei!", mas sim, em conseguir.
Mesmo que tudo tenha dado errado e que não tenhamos mais energia pra continuar ou que não saibamos mais o que fazer, temos que continuar tentando.
Quem sabe não é assim que se abre uma janela?!
Fico me perguntado, por que será?
Será que porque não era pra ser, não estava escrito ou não estava no meu destino?
Ou será que é porque haveria um outro caminho reservado só para mim?
Na verdade eu acho que nem sempre tentar muito é o suficiente.
Por mais que estejamos cansados, exaustos e tenhamos dado o nosso melhor às vezes teremos que continuar tentando.
Pois, a glória não está em falar pra todos "Nossa como eu tentei!", mas sim, em conseguir.
Mesmo que tudo tenha dado errado e que não tenhamos mais energia pra continuar ou que não saibamos mais o que fazer, temos que continuar tentando.
Quem sabe não é assim que se abre uma janela?!
Decifra-me
Pra conseguir um ingresso pra meu coração não é fácil assim. Ou você está pensando que é só chegar e ir entrando?!
Não por nada de demais...
É porque ele é protegido com muitas senhas, armadilhas que eu mesma desconheço.
Não é fácil assim!
Não por jogo ou por me fazer de difícil.
Não é fácil assim!
Por medo, por não querer sair de mim, transbordar para o outro.
Tem que me pegar de assombro ou então, decifrar o enigma da esfinge.
Não por nada de demais.
Não por nada de demais...
É porque ele é protegido com muitas senhas, armadilhas que eu mesma desconheço.
Não é fácil assim!
Não por jogo ou por me fazer de difícil.
Não é fácil assim!
Por medo, por não querer sair de mim, transbordar para o outro.
Tem que me pegar de assombro ou então, decifrar o enigma da esfinge.
Não por nada de demais.
Um belo de um drama
Eu gosto é de um bom drama. Sabe, novela mexicana mesmo?!
Gosto de vilão, mocinha e de galã.
Do problema, da confusão e da impossibilidade.
Pra só depois as coisas se desembolarem,
a tensão se dissipar e enfim, tudo dar certo.
Sem o conflito não tem emoção!
O silêncio explode meus tímpanos.
A calmaria não me interessa!
Eu gosto é do impossível, do inatingível, do inalcançável.
Gosto de vilão, mocinha e de galã.
Do problema, da confusão e da impossibilidade.
Pra só depois as coisas se desembolarem,
a tensão se dissipar e enfim, tudo dar certo.
Sem o conflito não tem emoção!
O silêncio explode meus tímpanos.
A calmaria não me interessa!
Eu gosto é do impossível, do inatingível, do inalcançável.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Super Eu
Quem nunca teve vontade de ser super poderosa o tempo inteiro, infalível, perfeita?!
Você já pensou como seria bom passar por aquele "ex" que te esnobou, balançando os cabelos, com um salto quinze, sem tropeçar ou escorregar? E, é claro que o mesmo ficaria olhando e pensando: "Oh, não! O que eu perdi?!"
Ou então, como seria bom acordar todos os dias linda, perfeita como a "Gisele Bündchen"?
Ou ainda, simplesmente não ter fraquezas ou defeitos (ou no caso de tê-los, ser tão infinitamente superior ou indiferente a eles, que eles sumiriam).
O Super Eu é assim, é a Fênix que resurge das cinzas, renovada, poderosa e muito, muito melhor que a versão anterior; capaz de deixar todos boquiabertos e admirados.
Mas, será mesmo que precisamos ser Super Eu pra sermos felizes? Será que precisamos não ter defeitos ou não mostrá-los para nos sentirmos poderosas e sermos admiradas?
Um amigo uma vez me disse uma coisa linda, falando sobre uma moça que ele fora apaixonado: "Ah! Eu gostava dela justamente pelo seu jeitinho meio desengonçado".
Num é engraçado isso?! A gente fica buscando a perfeição, não mostrarmos nossa humanidade, mas, não tem jeito ela sempre aparece e, o mais interessante, pode ser que tenha alguém vendo e achando não ridículo, mas charmoso e apaixonante.
Ainda sim, na verdade, o que precisamos não é ser super nada... Mas sim, ser mais nós mesmas. Não é importante ser a melhor de todas, ser perfeita ou a Fênix que renasce é importante você se aceitar e gostar dos seus defeitos pois, eles são parte importante do todo, são o que na imperfeição, te fazem ser perfeita.
Você já pensou como seria bom passar por aquele "ex" que te esnobou, balançando os cabelos, com um salto quinze, sem tropeçar ou escorregar? E, é claro que o mesmo ficaria olhando e pensando: "Oh, não! O que eu perdi?!"
Ou então, como seria bom acordar todos os dias linda, perfeita como a "Gisele Bündchen"?
Ou ainda, simplesmente não ter fraquezas ou defeitos (ou no caso de tê-los, ser tão infinitamente superior ou indiferente a eles, que eles sumiriam).
O Super Eu é assim, é a Fênix que resurge das cinzas, renovada, poderosa e muito, muito melhor que a versão anterior; capaz de deixar todos boquiabertos e admirados.
Mas, será mesmo que precisamos ser Super Eu pra sermos felizes? Será que precisamos não ter defeitos ou não mostrá-los para nos sentirmos poderosas e sermos admiradas?
Um amigo uma vez me disse uma coisa linda, falando sobre uma moça que ele fora apaixonado: "Ah! Eu gostava dela justamente pelo seu jeitinho meio desengonçado".
Num é engraçado isso?! A gente fica buscando a perfeição, não mostrarmos nossa humanidade, mas, não tem jeito ela sempre aparece e, o mais interessante, pode ser que tenha alguém vendo e achando não ridículo, mas charmoso e apaixonante.
Ainda sim, na verdade, o que precisamos não é ser super nada... Mas sim, ser mais nós mesmas. Não é importante ser a melhor de todas, ser perfeita ou a Fênix que renasce é importante você se aceitar e gostar dos seus defeitos pois, eles são parte importante do todo, são o que na imperfeição, te fazem ser perfeita.
domingo, 19 de setembro de 2010
Liberdade
Às vezes sinto falta de ter algumas certezas.
Colocar os nossos desejos, viver, exige que pulemos de braços abertos, de peito aberto, em direção a um precipício. E isso pode ser delicioso e muito divertido, quando sentimos o vento no rosto, fechamos os olhos, prendemos a respiração e só conseguimos sentir o frio na barriga, a excitação da liberdade, de nos jogarmos no mundo e de ir de encontro ao que queremos.
Mas, o fato é que muitas vezes estamos caindo, caindo, em direção à escuridão, a um caminho sem fim ou sem fundo que não sabemos aonde vai dar ou mesmo se vai dar em algum lugar. Então o que sentimos é medo!
A liberdade é assim, ambígua, algo que nos faz delirar e que também pode sufocar. Ela é também o copo meio cheio ou seria o copo meio vazio?! Acho mais que ela é o copo que transborda, que exagera e que nos faz sentir a vida intensamente.
Colocar os nossos desejos, viver, exige que pulemos de braços abertos, de peito aberto, em direção a um precipício. E isso pode ser delicioso e muito divertido, quando sentimos o vento no rosto, fechamos os olhos, prendemos a respiração e só conseguimos sentir o frio na barriga, a excitação da liberdade, de nos jogarmos no mundo e de ir de encontro ao que queremos.
Mas, o fato é que muitas vezes estamos caindo, caindo, em direção à escuridão, a um caminho sem fim ou sem fundo que não sabemos aonde vai dar ou mesmo se vai dar em algum lugar. Então o que sentimos é medo!
A liberdade é assim, ambígua, algo que nos faz delirar e que também pode sufocar. Ela é também o copo meio cheio ou seria o copo meio vazio?! Acho mais que ela é o copo que transborda, que exagera e que nos faz sentir a vida intensamente.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Chico César - Grande poeta
À primeira vista
Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei
Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Prince, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei
Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei
Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Prince, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Dia de "Sex and the city"
Sem querer estragar minha visão pessimista da vida... Tenho que admitir, às vezes temos dias de "Sex and the city". É verdade! Até eu me surpreendi.
Sabe aqueles dias que você levanta da cama e nem pensa que nada de bom possa acontecer, mas então, com uma força tremenda você se veste e pra ficar bonitona, pra ver se a auto-estima dá um "up", coloca uma roupa bacana e sai de casa, só porque tem que sair mesmo.
E, começa a se concentrar no que ter que ser feito, no seu trabalho, no xerox que você tem que tirar, de vez em quando a mente dá uma voltinha pelos problemas e volta para o xerox... Quando de repente, você ouve uma voz... Sim, é um cara simpático, não ridículo ou inconveniente ou invasivo, simplesmente simpático puxando um papo igualmente simpático. Fico perplexa e um tanto quanto lisonjeada com a sutileza do encontro.
Sigo então feliz com a possiblidade de coisas como esta acontecerem na vida real, cotidiana e não somente em "Sex and the city". Pois neste programa basta uma ida à padaria ou farmácia para você encontrar uns dois ou três paqueras bem gatos, inteligentes e super simpáticos e disponíveis ou mesmo encontrar um emprego ou uma super idéia ou possibilidade para melhorar sua carreira. É impressionante!
Não que eu não goste do programa...Pelo contrário!!! Mas obviamente você se põe a pensar: "claro, 'Sex and the city' acontece com qualquer um, o tempo interio, aha!!"
Pois bem, tenho que admitir que neste dia de fato me senti uma das garotas do programa, agora não eram mais quatro, mas 5!
E, o dia ainda nem tinha acabado...
Para finalizar o dia me sentindo mais "Carie" do que nunca, após um ótimo dia de trabalho, me vesti, para mim, bem bonitona e saí, sozinha! Como estava de fato uma boa companhia, fui comigo mesma para o cinema! Pois uma noite como esta não se disperdiça!
Sabe aqueles dias que você levanta da cama e nem pensa que nada de bom possa acontecer, mas então, com uma força tremenda você se veste e pra ficar bonitona, pra ver se a auto-estima dá um "up", coloca uma roupa bacana e sai de casa, só porque tem que sair mesmo.
E, começa a se concentrar no que ter que ser feito, no seu trabalho, no xerox que você tem que tirar, de vez em quando a mente dá uma voltinha pelos problemas e volta para o xerox... Quando de repente, você ouve uma voz... Sim, é um cara simpático, não ridículo ou inconveniente ou invasivo, simplesmente simpático puxando um papo igualmente simpático. Fico perplexa e um tanto quanto lisonjeada com a sutileza do encontro.
Sigo então feliz com a possiblidade de coisas como esta acontecerem na vida real, cotidiana e não somente em "Sex and the city". Pois neste programa basta uma ida à padaria ou farmácia para você encontrar uns dois ou três paqueras bem gatos, inteligentes e super simpáticos e disponíveis ou mesmo encontrar um emprego ou uma super idéia ou possibilidade para melhorar sua carreira. É impressionante!
Não que eu não goste do programa...Pelo contrário!!! Mas obviamente você se põe a pensar: "claro, 'Sex and the city' acontece com qualquer um, o tempo interio, aha!!"
Pois bem, tenho que admitir que neste dia de fato me senti uma das garotas do programa, agora não eram mais quatro, mas 5!
E, o dia ainda nem tinha acabado...
Para finalizar o dia me sentindo mais "Carie" do que nunca, após um ótimo dia de trabalho, me vesti, para mim, bem bonitona e saí, sozinha! Como estava de fato uma boa companhia, fui comigo mesma para o cinema! Pois uma noite como esta não se disperdiça!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Então o mundo não é perfeito?!
As vezes queria que minha vida fosse um conto de fadas, ou pelo menos um filme de Hollywood em que tudo, pode até dar errado, mas no final dá certo, e o príncipe encantado te salva e você tem um empregão dos sonhos, é rica bem sucedida e não tem grandes problemas, a não ser uma unha ou outra que se quebra ou coisas de igual seriedade.
Na vida real, as coisas são um pouquinho diferentes.... Se deu errado é porque deu errado mesmo, continue tentando ou reavalie seu caminho. E, se você se perdeu ou se machucou sacode a poeira e levanta ou procura um mapa pois não vai vir nenhum príncipe encantado num cavalo branco te salvar. E, o emprego dos sonhos, só se for aquele pra trabalhar 4 horas por dia, ganhar 6 mil reais e ter um chefe que não te cobra nada.... Ops, acho que este se encaixa mais num filme de Hollywood. E, os problemas...Se a gente num tem, acaba indo procurar alguns na psicanalista mais próxima.
Ah! Esse mundo é engraçado!!!
Será que a vida real tem que ser assim tão ruim?
Talvez exista um meio termo entre a vida real e o mundo perfeito da ficcção....
Será que a imperfeição é tão ruim assim? Ou será que a perfeição é algo que criamos para não alcançarmos nunca a felicidade?
Talvez esse negócio de felicidade nem exista!
Ou talvez exista para alguns que, se descobriram o famoso caminho da felicidade, não podem contá-lo pra ninguém, pois quem vai pra lá, leva o mapa consigo e, mesmo que volte pra visitar, não conseguem explicar como se faz pra chegar lá, pois este caminho é solitário, é individual. Nem adianta tentar seguir seus passos. Cada um faz seu caminho.
Na vida real, as coisas são um pouquinho diferentes.... Se deu errado é porque deu errado mesmo, continue tentando ou reavalie seu caminho. E, se você se perdeu ou se machucou sacode a poeira e levanta ou procura um mapa pois não vai vir nenhum príncipe encantado num cavalo branco te salvar. E, o emprego dos sonhos, só se for aquele pra trabalhar 4 horas por dia, ganhar 6 mil reais e ter um chefe que não te cobra nada.... Ops, acho que este se encaixa mais num filme de Hollywood. E, os problemas...Se a gente num tem, acaba indo procurar alguns na psicanalista mais próxima.
Ah! Esse mundo é engraçado!!!
Será que a vida real tem que ser assim tão ruim?
Talvez exista um meio termo entre a vida real e o mundo perfeito da ficcção....
Será que a imperfeição é tão ruim assim? Ou será que a perfeição é algo que criamos para não alcançarmos nunca a felicidade?
Talvez esse negócio de felicidade nem exista!
Ou talvez exista para alguns que, se descobriram o famoso caminho da felicidade, não podem contá-lo pra ninguém, pois quem vai pra lá, leva o mapa consigo e, mesmo que volte pra visitar, não conseguem explicar como se faz pra chegar lá, pois este caminho é solitário, é individual. Nem adianta tentar seguir seus passos. Cada um faz seu caminho.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Tempo do desejo
Saber o que se quer e fazê-lo nunca é uma tarefa fácil. Pelo menos nunca o foi para mim. Escolher só UMA coisa, só UM caminho, isso sim dá medo! Queria poder escolher todos! O probelma é que assim acabo não escolhendo nenhum, e nunca tendo nada de fato, mesmo que pareça que posso tem um pouquinho de tudo.
Escolher é assim, é duro deixar todas as outras coisas para trás, mas é também assim que se abre a possibilidade de ter algo de fato, de pertencer e se identificar com algo. E, isso é algo mágico, porém difícil! Pois, uma escolha não se faz somente no momento em que decidimos por uma coisa ou por outra, mas durante todo o percurso em que tiver buscando e realizando o que escolheu. E, todo dia é preciso reinventar novas formas de se reinventar e reinventar a motivação e, mais importante, ter sempre em mente o porquê daquela escolha ou ainda criar novos porquês.
Escolher é assim, é duro deixar todas as outras coisas para trás, mas é também assim que se abre a possibilidade de ter algo de fato, de pertencer e se identificar com algo. E, isso é algo mágico, porém difícil! Pois, uma escolha não se faz somente no momento em que decidimos por uma coisa ou por outra, mas durante todo o percurso em que tiver buscando e realizando o que escolheu. E, todo dia é preciso reinventar novas formas de se reinventar e reinventar a motivação e, mais importante, ter sempre em mente o porquê daquela escolha ou ainda criar novos porquês.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Caixa de Pandora
Uma vez me peguei pensando como seria bom se pudessemos tirar férias de nós mesmos... Imagine: "Ah! Acho que hoje vou deixar meu 'eu' em casa e sair pra relaxar, sem pensar no que deveria fazer, no que é certo ou errado pra mim, ou mesmo, sem ter que ouvir minha própria voz contando aquela história mais uma vez."
Séria realmente muito bom! Ser a gente mesmo as vezes cansa... É por isso que de vez enquando eu viajava com os meus amigos e deixava que eles decidissem tudo, aonde íamos, o que íamos fazer, comer ou sentir. Era bom! Eu não tinha que me preocupar, nem desagradar nínguem! Meu 'eu' definitivamente, não estava alí. Era como estar em outro plano, leve como uma pluma. Mas, o problema é que algo sempre faltava, se não era 'eu' quem estava alí, eram os outros, os desejos dos outros. E, me peguei fazendo isso tantas vezes que meu 'eu' e meus desejos adormeceram, num sono profundo que nem mesmo um belo príncipe encantado poderia despertar.
Foi então que decidi que precisava abrir a CAIXA DE PANDORA. Mas, vocês sabem que essa caixa, uma vez aberta liberará sentimentos nunca antes imaginados e suas consequências, serão igualmente surpreendentes...
Assim foi feito! A caixa fora aberta. Descobri coisas de fato surpreendentes, coisas que queria nunca ter descoberto, coisas boas, coisas ruins e coisas que mudaram minha vida, minhas escolhas. E foi então que percebi, que meu 'eu' tinha despertado. Ele veio de mansinho me impondo um desejo ou outro, um sentimento aqui outro alí e, de repente tinha se apossado do meu corpo. E eu que só queria tirar férias do meu 'eu', agora teria que carregá-lo pra todo lado, com tudo mais que o acompanha. Os sentimentos ruins, angustiantes que vem como uma pontada te atordoar no meio de uma tarde bonita de outono, ou os sentimentos de insegurança, que vêm te inquerir sobre o seu desejo e o desejo do outro. Mas a abertura da caixa também trouxe a tona sentimentos bons, que há muito não sentia. Agora eu me lembrava do prazer simples de escutar uma música que EU gosto e me sentir bem por isso, ou decidir o que comer ou o que fazer, coisas minhas.
A CAIXA DE PANDORA mostrou minha identidade. Em meio a tantos medos e sentimentos inquientantes, descobri uma coisa mágica: quem eu sou. E, por mais que isso seja angustiante às vezes e que pese como só o peso da responsabilidade sobre sua própria vida pode pesar, é algo imensamente mais importante e prazeroso do que simplesmente tirar férias de sí mesmo para sempre.
Séria realmente muito bom! Ser a gente mesmo as vezes cansa... É por isso que de vez enquando eu viajava com os meus amigos e deixava que eles decidissem tudo, aonde íamos, o que íamos fazer, comer ou sentir. Era bom! Eu não tinha que me preocupar, nem desagradar nínguem! Meu 'eu' definitivamente, não estava alí. Era como estar em outro plano, leve como uma pluma. Mas, o problema é que algo sempre faltava, se não era 'eu' quem estava alí, eram os outros, os desejos dos outros. E, me peguei fazendo isso tantas vezes que meu 'eu' e meus desejos adormeceram, num sono profundo que nem mesmo um belo príncipe encantado poderia despertar.
Foi então que decidi que precisava abrir a CAIXA DE PANDORA. Mas, vocês sabem que essa caixa, uma vez aberta liberará sentimentos nunca antes imaginados e suas consequências, serão igualmente surpreendentes...
Assim foi feito! A caixa fora aberta. Descobri coisas de fato surpreendentes, coisas que queria nunca ter descoberto, coisas boas, coisas ruins e coisas que mudaram minha vida, minhas escolhas. E foi então que percebi, que meu 'eu' tinha despertado. Ele veio de mansinho me impondo um desejo ou outro, um sentimento aqui outro alí e, de repente tinha se apossado do meu corpo. E eu que só queria tirar férias do meu 'eu', agora teria que carregá-lo pra todo lado, com tudo mais que o acompanha. Os sentimentos ruins, angustiantes que vem como uma pontada te atordoar no meio de uma tarde bonita de outono, ou os sentimentos de insegurança, que vêm te inquerir sobre o seu desejo e o desejo do outro. Mas a abertura da caixa também trouxe a tona sentimentos bons, que há muito não sentia. Agora eu me lembrava do prazer simples de escutar uma música que EU gosto e me sentir bem por isso, ou decidir o que comer ou o que fazer, coisas minhas.
A CAIXA DE PANDORA mostrou minha identidade. Em meio a tantos medos e sentimentos inquientantes, descobri uma coisa mágica: quem eu sou. E, por mais que isso seja angustiante às vezes e que pese como só o peso da responsabilidade sobre sua própria vida pode pesar, é algo imensamente mais importante e prazeroso do que simplesmente tirar férias de sí mesmo para sempre.
domingo, 15 de agosto de 2010
Caio Fernando Abreu - Descobrindo
"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão." Caio Fernando Abreu
Como pode um homem traduzir tão bem o sentimento do outro sem mesmo conhecê-lo ou jamais ter visto?!
Como pode um homem traduzir tão bem o sentimento do outro sem mesmo conhecê-lo ou jamais ter visto?!
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