Ela não conhecia fronteiras.
Limites para ela, não existiam.
Achava aquilo tudo um saco!
Dizia que limite era para os fracos,
coisa de gente careta, covarde.
Achava que eles não serviam para nada...
Um dia, ela mesma viu que tinha limites
e que limites eram também contornos
que delineavam seu corpo, sua mente
e dava forma às coisas.
E então, ela compreendeu que ser, é ter limites.
E, pensou que limites não eram assim tão ruins, que eles tinha sua beleza.
Gostou!
Gostou do que descobriu.
Gostou do limite.
Mesmo que ele significasse que ela não podia e nem mais queria ir a alguns lugares.
E ela, que costumava se jogar de todos os precipícios,
começou a enxergar fronteiras,
algumas das quais queria atravessar,
outras queria simplesmente voltar, virar as costas e ir embora.
Descobriu que fronteiras também podiam significar ficar com um pé lá e outro cá.
Porque fronteiras não significam barreiras,
significam apenas que se pode escolher aonde se quer ir,
e que os limites, fazem bem ao coração