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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Vende-se uma casa em Mangaratiba

Vende-se uma casa em Mangaratiba!
Ela tem só uma porta, mas muitas janelas que também te permitem entrar e sair. Ela tem rede para dois e paredes, muitas paredes onde se podem escrever poemas. Mas, as paredes não sufocam, criam novas possibilidades, novos caminhos.
Essa casa é de fato muito especial!
A cada descoberta, a cada dormir e acordar que nos permite sonhar, novas cômodos aparecem.
A casa é sempre a mesma. Mas, ao mesmo tempo, está sempre mudando.
Quem for morar nela não conhecerá o tédio jamais! Pois nela, os amigos e amores terão sempre espaço. Alguns entram e não saem, alguns entram por um tempo, outros vêm só de passagem. Alguns vêm só de curiosidade, outros por interesse, outros vêm só pra visitar, sem grandes expectativas e sem oferecer muito. Cada um deixa um pouco de sí e leva um pouco de mim, um pouco do que tem na casa.
Mas, a casa está sempre cheia de amor e de esperança.
Quem quiser, pode vir visitar ou mesmo vir morar, pois nessa casa, há sempre um cantinho pra quem vem de peito aberto.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Minhoca Esquizofrênica

Mexo, remexo, me contorço. Será que saio do lugar ou só convulsiono?
Entro, saio, viro, desviro. Será que mudo ou me engano?
Penso, repenso, dispenso. Será que quero ou não quero?
Altero, repito, dispisto. Será que estou enganada?
Será que meus movimentos são involuntários?
Será que me mexo só porque preciso me mexer?
Ou será que estou chegando em algum lugar com tudo isto?
Tomara que o pote de ouro no fim do arco-íris exista ou que o próprio arco-íris exista pra que não tenha sido tudo em vão e pra que a vida seja ao menos um pouco menos preto e branca.

Coração Vagabundo

Eita coração vagabundo! Nunca se contenta com nada, quer sempre tudo!
Tem mania de grandeza e, não deixa meu peito em paz, quer sempre mais e mais.
Nunca se contenta com nada!
Se tem uma coisa, quer logo outra, e outra, quer tudo!
Ele se incha tanto até não caber em sí e de vez em quando precisa explodir, às vezes de alegria, às vezes de tristeza.
Porque meu coração é tão cigano, quer sempre mudar e mudar?
Às vezes penso que queria um coração normal, desses que não explodem, nem se precipitam mas, aceitam as coisas como elas são, não se embolam, nem desejam grandes coisas, se contentam com algumas poucas. São corações que têm paz ou ao menos não ficam se perguntando demais sobre isto ou aquilo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sábado...

E então, eu guardei o sábado, como uma boa judia, mas não pela religião, mas para esperar você chegar, você ligar. Porque sabendo que você viria, não poderia fazer outra coisa senão esperar e me aprontar, me perfumar, ensaiar alguns belos diálogos e, esperar. Esperar até que meu peito doesse tanto que eu adormecesse de cansaço.
Eu guardei o sábado, das muitas coisas que guardei...
Mas, você não veio.