Páginas

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O vento

O vento costumava lhe desagradar.
Dizia que lhe bagunçava os cabelos.
Um dia, uma brisa leve soprou
e levantou-lhe as saias, sutilmente, e ela sorriu...
Parou de brigar com o vento!
Agora ela deixava o vento fazer o que bem entendesse, bagunçar-lhe os cabelos, levantar poeira, levar e trazer quem ele quisesse...
O vento tem lá suas artimanhas, suas surpresas, graciosidade...
O danado tem mesmo vontade própria
e não se foge dele.
Então, é melhor mesmo sermos amigos.
Às vezes ele sopra uma prosa boa em meus ouvidos...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Nem só de ócio vive a criatividade

O ócio sim, ajuda muito a criar.
Que coisa boa é deitar na rede e ver poesia nas nuvens, nas árvores, numa borboleta que pousa na ponta do nariz...
Mas eu produzo mesmo quando estou muito ocupada
Minha cabeça está a mil, um milhão de coisas acontecendo...
Daí, parece que a inspiração vem como uma luz e faz-se silêncio...
E, só se ouve aquelas palavras por um instante...
Todo o burburinho fica de pano de fundo.
Acho que preciso mesmo é do caos para criar.
Ele me movimenta, me perturba me provoca
E colocar isso pra fora é uma necessidade
E escrever é vomitar isso tudo que borbulha ma mente, na alma, no coração.
É encontrar a paz, nem que seja por alguns instantes.