Não assino contratos!
Não estabeleço contatos imediatos!
Não faço promessas, nem acordos!
Meu compromisso é com a liberdade, com a instabilidade, com a mudança.
Minha vida é uma constante metamorfose, sem data nem previsão de mudança.
Nem sempre viro borboleta, às vezes continuo lagarta, às vezes regrido pra algo anterior ou inferior.
Não assino contratos!
Não sou coerente.
Não quero assinar nada!
Quero poder me contradizer, contrapôr, inventar, me embolar.
Quero ser e depois não ser mais. E depois me acalmar.
Contrato não é contato, é imposição!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A pergunta que não quer calar
De onde surge o amor?
Será que surge da necessidade, da carência, da vontade de suprir aquela falta que parece oprimir o peito?
Ou seria a afeição que abriria espaço para que alguém entre?
Será que seriam as duas coisas juntas?
Ou seria a junção de uma séria de outras coisas?
Talvez seja a hora, o momento, a oportunidade, a vontade, todas juntas, colocadas sutilmente juntas como se fosse uma coincidência ou algo assim, em que cada detalhe se encontra para que a situação ocorra, dê certo. É aquela fração de segundos que te faz pegar o ônibus em que ele está ou aquela vontade súbita de ir a uma festa e conhecê-lo lá. É aquele detalhizinho que fez com que vocês se conhecessem ou aquela junção de uma série de detalhes que culminou no encontro, uma coisa quase côsmica.
São tantos fatores que se unem, como um alinhamento dos astros que nos faz pensar que deve ser impossível ou quase duas pessoas se apaixonarem, mas não é. Agora mesmo, neste instante, enquanto você lê este texto, tem um milhão desses encontros ocorrendo. Esses milagres acontecem a todo instante.
Será que surge da necessidade, da carência, da vontade de suprir aquela falta que parece oprimir o peito?
Ou seria a afeição que abriria espaço para que alguém entre?
Será que seriam as duas coisas juntas?
Ou seria a junção de uma séria de outras coisas?
Talvez seja a hora, o momento, a oportunidade, a vontade, todas juntas, colocadas sutilmente juntas como se fosse uma coincidência ou algo assim, em que cada detalhe se encontra para que a situação ocorra, dê certo. É aquela fração de segundos que te faz pegar o ônibus em que ele está ou aquela vontade súbita de ir a uma festa e conhecê-lo lá. É aquele detalhizinho que fez com que vocês se conhecessem ou aquela junção de uma série de detalhes que culminou no encontro, uma coisa quase côsmica.
São tantos fatores que se unem, como um alinhamento dos astros que nos faz pensar que deve ser impossível ou quase duas pessoas se apaixonarem, mas não é. Agora mesmo, neste instante, enquanto você lê este texto, tem um milhão desses encontros ocorrendo. Esses milagres acontecem a todo instante.
sábado, 16 de outubro de 2010
O que é um grande amor?
Para viver um grande amor basta que o outro tenha todas as características que desejamos? Basta ter muitas coisas em comum?
Certa vez ví um filme do Woody Allen em que o personagem principal, em um momento de crise vira pra sua esposa e diz: " Você é perfeita! É inteligente, nós conversamos sobre tudo, política, arte. Você é bonita e ainda por cima me ama. Mas, ainda assim, não estou feliz, não está dando certo." E então, eles se separam.
Não foram exatamente estas as palavras que ele usou, mas a idéia é que talvez não baste reunir um monte de características boas numa pessoa para que um relacionamento dê certo.
Mas então, o que faz um relacionamento dar certo?
O que tem que acontecer para que duas pessoas fiquem juntas, pra que a força que as une seja maior que a que as separa?
Será que são fatores aleatórios?
Ou seria a junção de características que nunca se imaginaria que dariam certo juntas, mas que formam uma harmonia que não pode ser exatamente descrita racionalmente?
Eu costumava pensar que ficar com alguém, ter um relacionamento era só uma questão de escolha e investimento, muito similar às escolhas racionais por melhores resultados ou investimentos na bolsa de valores. O que, em certa medida, não deixa de ser verdade....srrsrs
Então, era só ficar com alguém, analisar os prós e contras e pronto! Vou investir nesse relacionamento!
Tão romântico, não?
O problema é que de repente vem algo que contraria tudo. Um algo mais que não é muito possível de explicar, mas que te faz contrariar todas as escolhas racionais, tudo que você tinha planejado e que você achava que queria.
Talvez este algo a mais seja o que os grandes poetas tentam há tempos explicar e que constumamos chamar de amor.
Por via das dúvidas, no caso de não ter entendido nada mesmo, vale a pena apostar na idéia de Chico César, "quando passar por mim grande amor, dá um sinal, chama que eu vou."
Certa vez ví um filme do Woody Allen em que o personagem principal, em um momento de crise vira pra sua esposa e diz: " Você é perfeita! É inteligente, nós conversamos sobre tudo, política, arte. Você é bonita e ainda por cima me ama. Mas, ainda assim, não estou feliz, não está dando certo." E então, eles se separam.
Não foram exatamente estas as palavras que ele usou, mas a idéia é que talvez não baste reunir um monte de características boas numa pessoa para que um relacionamento dê certo.
Mas então, o que faz um relacionamento dar certo?
O que tem que acontecer para que duas pessoas fiquem juntas, pra que a força que as une seja maior que a que as separa?
Será que são fatores aleatórios?
Ou seria a junção de características que nunca se imaginaria que dariam certo juntas, mas que formam uma harmonia que não pode ser exatamente descrita racionalmente?
Eu costumava pensar que ficar com alguém, ter um relacionamento era só uma questão de escolha e investimento, muito similar às escolhas racionais por melhores resultados ou investimentos na bolsa de valores. O que, em certa medida, não deixa de ser verdade....srrsrs
Então, era só ficar com alguém, analisar os prós e contras e pronto! Vou investir nesse relacionamento!
Tão romântico, não?
O problema é que de repente vem algo que contraria tudo. Um algo mais que não é muito possível de explicar, mas que te faz contrariar todas as escolhas racionais, tudo que você tinha planejado e que você achava que queria.
Talvez este algo a mais seja o que os grandes poetas tentam há tempos explicar e que constumamos chamar de amor.
Por via das dúvidas, no caso de não ter entendido nada mesmo, vale a pena apostar na idéia de Chico César, "quando passar por mim grande amor, dá um sinal, chama que eu vou."
Fim ou Começo
Para minha amiga querida Aline
Não sou muito boa com finais. Fico saudosa, triste, melancólica...
Nunca compreendi como uma pessoa que partilhou seus mais íntimos segredos, momentos bons e ruins, pode de repente não mais fazer parte de sua vida. Assim como num passe de mágica, as pessoas se afastam e se tornam quase estranhas.
Não consigo aceitar que algumas pessoas precisam ir embora, seja qual for o motivo da partida. E também acho muito estranho que as situações da vida mudem ou simplemeste se findem.
Como pode uma viajem tão boa simplesmente se acabar? Como pode num instante você estar num emprego depois não estar mais? Ou ainda, como pode uma amizade se perder, ou um amor passar?
Acho mudanças muito estranhas! Principalmente porque sempre temos que deixar muito pra trás.
No entanto, mesmo que demore um pouco e que nos custe rios de lágrima, bastante dor e desconforto, a perda pode nos trazer coisas boas, momentos inusitados, pessoas novas e muitas descobertas .
Mas mesmo assim, me dá uma uma saudade...
Às vezes sinto saudades de coisas ruins.
Já senti saudades até de coisas que não viví. É uma saudade, uma tristeza que me corrói por coisas que não vou viver mais.
Não fazer mais parte dói.
Eu entendo que a vida seja repleta de fins, de começos, recomeços de janelas que se abrem. Mas, ainda assim, me dá uma saudade...
Não sou muito boa com finais. Fico saudosa, triste, melancólica...
Nunca compreendi como uma pessoa que partilhou seus mais íntimos segredos, momentos bons e ruins, pode de repente não mais fazer parte de sua vida. Assim como num passe de mágica, as pessoas se afastam e se tornam quase estranhas.
Não consigo aceitar que algumas pessoas precisam ir embora, seja qual for o motivo da partida. E também acho muito estranho que as situações da vida mudem ou simplemeste se findem.
Como pode uma viajem tão boa simplesmente se acabar? Como pode num instante você estar num emprego depois não estar mais? Ou ainda, como pode uma amizade se perder, ou um amor passar?
Acho mudanças muito estranhas! Principalmente porque sempre temos que deixar muito pra trás.
No entanto, mesmo que demore um pouco e que nos custe rios de lágrima, bastante dor e desconforto, a perda pode nos trazer coisas boas, momentos inusitados, pessoas novas e muitas descobertas .
Mas mesmo assim, me dá uma uma saudade...
Às vezes sinto saudades de coisas ruins.
Já senti saudades até de coisas que não viví. É uma saudade, uma tristeza que me corrói por coisas que não vou viver mais.
Não fazer mais parte dói.
Eu entendo que a vida seja repleta de fins, de começos, recomeços de janelas que se abrem. Mas, ainda assim, me dá uma saudade...
sábado, 2 de outubro de 2010
Estar sozinha não é igual à solidão
Ando tão apaixonada por mim mesma...
Não de forma narcisista, louca, daquelas que ficam se namorando no espelho e que só têm olhos para o próprio umbigo. Mas, daquela forma, de gostar de passar um tempo consigo mesma, de se divertir com as pequenas coisas, com os segredos e piadas que não contamos pra ninguém ou ainda, ouvindo uma música, vendo um filme, escrevendo, cozinhando, seja lá qual for o hobby.
Não que o outro não faça falta. É que minha companhia me agrada.
Não é assim a paixão? A gente fica com uma vontade danada de passar um tempo com o outro, descobrindo-o. Então, estar apaixonada por sí mesma é assim também. A gente tem um desejo, quase uma necessidade de passar um tempo com a gente mesma, um tempo sozinha.
Não de forma narcisista, louca, daquelas que ficam se namorando no espelho e que só têm olhos para o próprio umbigo. Mas, daquela forma, de gostar de passar um tempo consigo mesma, de se divertir com as pequenas coisas, com os segredos e piadas que não contamos pra ninguém ou ainda, ouvindo uma música, vendo um filme, escrevendo, cozinhando, seja lá qual for o hobby.
Não que o outro não faça falta. É que minha companhia me agrada.
Não é assim a paixão? A gente fica com uma vontade danada de passar um tempo com o outro, descobrindo-o. Então, estar apaixonada por sí mesma é assim também. A gente tem um desejo, quase uma necessidade de passar um tempo com a gente mesma, um tempo sozinha.
Samba toca no coração
"A vida ia ser melhor com esses sambas." Marisa Monte, em o Mistério do Samba, sobre as músicas da Velha Guarda da Portela
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