Os homens se amontoam como se fossem animais engaiolados. Cada um se ajeita como pode, numa espécie de instinto de sobrevivência, cada um inventa seu modo de se encaixar nesse balaio de gatos que só não é pior do que a vida corrida e sofrida de todo dia.
No dia seguinte é a mesma coisa, como macacos pulando de galho em galho, as pessoas vão pulando de barra em barra , tentando se apoiar em alguma coisa, de alguma forma.
E assim, nessa rotina dura vai sobrevivendo quem pode, como pode, se animalizando nessa selva de brita, aço e pedra.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Perguntas
Na ocasião de meu Bat Mitzvá (festa de maioridade religiosa judaica),
eu, que era ainda uma criança,
que ainda não tinha atinado para muita coisa,
que não sabia muito bem o que estava fazendo naquela sinagoga, naquele palco na frente de todas aquelas pessoas,
nem sabia muito bem se queria estar e,
muito menos o significado que aquilo tinha para mim, na minha vida.
Não sabia na verdade de quase nada naquele momento...
E, perdida no meio daquilo tudo,
mas sem obviamente saber quão perdida estava no meio daquilo tudo,
as palavras do rabino ecoaram em meus ouvidos.
Foi como se em meio em todo aquele burburinho,
eu ouvisse algo falar mais alto e ecoar,
tão alto e forte que senti um aperto no peito.
Ele dizia da pergunta...
Que aquela pergunta que fazíamos naquele instante (de se tornar judia, crescer como mulher),
era a primeira de muitas, milhares que viriam dali em diante...
Foi como se ele tivesse aberto a porta e convidado a dúvida a entrar.
Desde então, muitas coisas daquele momento se foram, se resignificaram ou mesmo, perderam o significado,
mas a pergunta...
Ah, esta jamais me abandonou!
E das perguntas, vieram algumas respostas,
mas a mais forte delas é que não há respostas e,
o que se busca mesmo, são as perguntas.
Estas sim nos movem...
E as respostas são parte do caminho e não o ponto de chegada.
E a vida é essa longa estrada em que não se chega nunca.
eu, que era ainda uma criança,
que ainda não tinha atinado para muita coisa,
que não sabia muito bem o que estava fazendo naquela sinagoga, naquele palco na frente de todas aquelas pessoas,
nem sabia muito bem se queria estar e,
muito menos o significado que aquilo tinha para mim, na minha vida.
Não sabia na verdade de quase nada naquele momento...
E, perdida no meio daquilo tudo,
mas sem obviamente saber quão perdida estava no meio daquilo tudo,
as palavras do rabino ecoaram em meus ouvidos.
Foi como se em meio em todo aquele burburinho,
eu ouvisse algo falar mais alto e ecoar,
tão alto e forte que senti um aperto no peito.
Ele dizia da pergunta...
Que aquela pergunta que fazíamos naquele instante (de se tornar judia, crescer como mulher),
era a primeira de muitas, milhares que viriam dali em diante...
Foi como se ele tivesse aberto a porta e convidado a dúvida a entrar.
Desde então, muitas coisas daquele momento se foram, se resignificaram ou mesmo, perderam o significado,
mas a pergunta...
Ah, esta jamais me abandonou!
E das perguntas, vieram algumas respostas,
mas a mais forte delas é que não há respostas e,
o que se busca mesmo, são as perguntas.
Estas sim nos movem...
E as respostas são parte do caminho e não o ponto de chegada.
E a vida é essa longa estrada em que não se chega nunca.
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