Depois de ver os três filmes recentes que dizem respeito à vida de Che Guevara "Diários de Motocicleta", "Che" e "Che 2 – A guerrilha" - filmes esses que devem ser vistos por quem ainda acredita nos sonhos de autonomia de política e em outras possibilidades além do sistema capitalista - fiquei extremamente sensibilizada com a coêrencia entre as idéias e comportamentos de Che. Esse homem cuja vida foi dedicada às suas paixão e crenças em seus ideias que não ficavam somente nesse âmbito (teórico). Em sua vida ele foi suficientemente corajoso para colocar em prática seus ideais - lutar promovendo revoluções - agindo democraticamente, valorizando cada ser humano que cruzou seu caminho e ajudando sempre aos necessitados.
Além disso, ele não só pensava as revoluções, como também ia para as frentes de batalha pegar em armas e passar fome juntamente com os demais guerrilheiros e com quem mais acreditasse na possibilidade de mudanças das estruturas políticas, econômicas e sociais vigentes (uma eleite minoritária - geralmente apoiada pelo capital/planos políticos externos - se previlegia de benefícios propociados pelo governo, enquanto uma maioiria vive em condições de miséria ou extrema desigualdade social).
Diante desse homem que me parece perfeito, um anjo, ou algo assim, fiquei pensando, porque diante de tanta paixão, tantos sonhos, tanto bondade (pelo menos aparente) no coração, porque ele não triunfou, porque ele foi capturado e morto?!
Com o fim do terceiro filme, apesar de já saber como terminava, fiquei com uma sensação de "o mal sempre triunfa" entalada em minha garganta.
Então, cheguei à conclusão de que é preciso mais do que paixão, mais do que bondade para que as coisas dêem certo, é preciso razão( e quem sabe uma pitada de Maquiavel)!
Che acreditou piamente que todos os camponeses iriam, de alguma maneira apoiar seu movimento guerrilheiro, somente porque os ideias da guerrilha visavam a justiça social, o que era julgado como sendo o que o povo queria, o melhor para eles. No entanto, ele não contou com o poder da mídia, de manipulação e veiculação das ideias contra a guerrilha e a favor e em favor do governo local. Sem contar é claro, com a opressão, o uso da força pelo governo para repreender qualquer manifestação contrária e para fazer com que o povo não cooperasse e nem se juntasse aos guerrilheiros.
Diante de tanta violência o povo preferiu se eximir ou dessa maneira se posicionar do lado do governo.
Por essa Che não esperava. Se ele tivesse pensado em uma estratégia que trouxesse o povo para o seu lado (lado esse que era também o lado do povo) tudo teria sido diferente. Mas, aí não seria o Che, o Che da bondade, da paixão pelas suas crenças e ideias, do respeito pelo povo, seria outro alguém e outra história. Pois tais estratégias significariam, muito provavelmete passar por cima da vontade do povo ou manipulá-la. O que Che, no meu ponto de vista, jamais teria feito.
Espero continuar acreditando que existem outras possibilidades (que não a violência, a manipulação, o individualismo e o egoísmo exacerbados, etc...) para se chegar onde quer e que, um dia, o mundo deixará de ser tão injusto e tão desigual.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
A criação do Blog
Posso dizer que esse blog, apesar de já ter sido criado, ainda está em fase de construção.
Tudo começou com uma necessidade insaciável e indescritível de colocar pra fora aquilo que está dentro de mim. Essa coisa inanimada e amorfa que estou tentando entender, construir, delimitar. Acho que isso tudo tem a ver com minha construção, com me conhecer e experimentar.
Espero que essa trajetória seja enriquecedora.
Bjos
Tudo começou com uma necessidade insaciável e indescritível de colocar pra fora aquilo que está dentro de mim. Essa coisa inanimada e amorfa que estou tentando entender, construir, delimitar. Acho que isso tudo tem a ver com minha construção, com me conhecer e experimentar.
Espero que essa trajetória seja enriquecedora.
Bjos
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