Às vezes sinto falta de ter algumas certezas.
Colocar os nossos desejos, viver, exige que pulemos de braços abertos, de peito aberto, em direção a um precipício. E isso pode ser delicioso e muito divertido, quando sentimos o vento no rosto, fechamos os olhos, prendemos a respiração e só conseguimos sentir o frio na barriga, a excitação da liberdade, de nos jogarmos no mundo e de ir de encontro ao que queremos.
Mas, o fato é que muitas vezes estamos caindo, caindo, em direção à escuridão, a um caminho sem fim ou sem fundo que não sabemos aonde vai dar ou mesmo se vai dar em algum lugar. Então o que sentimos é medo!
A liberdade é assim, ambígua, algo que nos faz delirar e que também pode sufocar. Ela é também o copo meio cheio ou seria o copo meio vazio?! Acho mais que ela é o copo que transborda, que exagera e que nos faz sentir a vida intensamente.
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