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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Descobrir o que eu quero...

Há muito tempo tento descobrir quem eu sou, o que quero, do que gosto. E esta não tem sido uma tarefa fácil... Está certo que ela tem se mostrado uma tarefa bem prazerosa às vezes, mas me pergunto se um dia esta busca vai ter fim, se um dia vou encontrar as coisas e pessoas que procuro, ou se eu vou encontrar a mim mesma.
O fato é que talvez tenha algo errado com o modo como eu procuro, com o modo como vejo as coisas...
Será que existe mesmo essa tal sensação enebriante que invade o ser, a alma, a cada vez que a gente se aproxima do que a gente quer, do que a gente deseja? Ou será que nunca vamos de fato saber se fizemos a escolha certa, a escolha que vai nos fazer mais feliz. Será que a busca por esta sensação não será apenas a busca por segurança, pela certeza de que se fez a escolha certa?
Qual é a diferença entre uma pessoa que é bem sucedida e uma pessoa que não alcançou muitas coisas na vida?
Será que a diferença esta somente no investimento que se faz, em se jogar de cabeça no caminho escolhido como se não houvesse outros, ou como se aquele fosse o melhor caminho a ser seguido?
Como saber disso tudo? Como saber o que realmente sinto, o que realmente quero?
Esta busca parece só se interessar pela utopia, pela impossibilidade.
Às vezes parece que quanto mais corro atrás do meu desejo, mais ele foge de mim, mais ele acelera o passo.
Será que meu desejo se traveste de outro assim que me aproximo dele?
Será que ele se fantasia, se disfarça pra que a gente nunca se encontre?
Ou será que sou eu é que não quero me encontrar com ele?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um novo amor

Diante de tantos sinais, de tantas sensações como ignorar o fato de que pra mim não basta que o cara seja bacana ou algo assim.
Quero um amor. Um encontro, algo que seja fruto do meu querer apenas, que não tenha explicação.
Alguém que eu simplesmente queira ao meu lado, sem "mas" nem "porquês".
O difícil é que não depende só de meus esforços ou dos esforços alheios. Esse tipo de encontro só acontece, e no momento que tem que acontecer.
É assim, não tem muito o que fazer além de ir vivendo e me aproximando cada vez mais de mim, de quem quero ser, do que eu gosto. E, esperar, não passivamente, mas esperar que este encontro possa acontecer.
E, enquanto isso?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Encontros e Desencontros

A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida. Vinícius de Moraes

Afinal o que definiria um encontro?
O bom encontro é o encontro de duas pessoas. Quando os desejos e afinidades se reunem no mesmo momento, fazendo com que as duas pessoas fiquem envoltas num manto mágico, que faz flutuar, viajar, perder a cabeça ou achá-la.
Esse momento pode durar a eternidade, algumas horas ou alguns poucos segundos, mas são estes que mudam nossas vidas, que nos fazem rever tudo o que acreditávamos e nos fazem desejar nada menos do que aquele sentimento que invade o peito como um tufão.
Encontros são coisas raras de acontecerem em nossas vidas, podemos contar nos dedos quantas vezes esta sensação invadiu o peito. E, quando acontecem, sabemos exatamente que estamos vivendo um encontro. É como se de fato reconhecessemos aquele pessoa, como se não houvesse nada a temer, é uma sensação indescritível, é como se todos os astros se alinhessem e todas as imperfeições e sofrimentos do mundo sumissem, pelo menos durante aquele momento.

Mas, encontros são sorrateiros vão e vem sem nos avisar pra onde nem quando. Só o que podemos saber é que quando sentir que está vivendo um encontro, aproveite este momento ao máximo, pois ele se esvai entre os dedos, não há como agarrá-lo, ele tem vontade própria! O que fica e o que deve ficar é a sensação no peito e o rebuliço que estes tais encontros trazem às nossas vidas.

Agora, me explica como continuar vivendo depois de viver um encontro?