Certa vez um moço me perguntou se eu conhecia meus fantasmas.
Ele argumentou que estava sempre a encontrar com os seus.
Eu, julgando-o louco, consenti, para não causar conflito.
Anos mais tarde, fui compreender que de uma forma ou de outra,
todos conhecem ou convivem com seus fantasmas.
E, mais cedo ou mais tarde (o quanto antes melhor),
há que se fazer amizade com eles, ou pelo menos fazer as pazes.
Já que eles não vão a lugar algum e que tem tanto a ensinar,
já que eles vão te assombrar de qualquer forma,
então, é melhor sermos amigos.
Devemos entender também, que eles não são exatamente inimigos,
e que uma vez feito isto, nos tornaremos mais fortes.
Compreender os fantasmas é compreender a si mesmo e,
se compreender é parar de fugir.
Não é que aquele moço estava certo?!
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