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sábado, 24 de janeiro de 2015

Do plantio e outras coisas

O plantio do amor é coisa engraçada, é como plantio de roça mesmo.
A gente vai jogando as sementes, e rega, e aduba, e espera a chuva, o sol...
Espera.
Sem saber tempo.
Só espera.
Enquanto se distrai com a vida.
Daí, estas plantinhas danadas vão florescendo, aonde se menos espera.
E algumas simplesmente não florescem.
Grande parte delas, aliás.
Então você me perguntaria: Porque continua a cultivar tais plantas?
Porque o amor, custa a dar, mas onde ele brota ele reverbera e se multiplica e rende frutos por toda a vida.
Nunca é um investimento certo, matemático.
Mas, de certo é o investimento mais sincero e imprescindível que se pode fazer.
Nunca vi nada gerar frutos tão belos quanto esta danada sementinha do amor.
Você pode pensar: Mas e o prejuízo?
Bem, todo investimento é assim, se ganha e se perde; às vezes, mesmo quando se ganha, se perde, ou mesmo quando se perde, se ganha...
Então, eu diria que o prejuízo vale a pena, não só pelos frutos que se colhe, mas porque este é um investimento que nunca se perde.
Mesmo que não se colha frutos de algumas sementes que se planta, o amor reverbera, para a gente mesmo, para quem planta.
Não existe amor desperdiçado, então.

Porque mesmo quando se perde se ganha.

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