O vento costumava lhe desagradar.
Dizia que lhe bagunçava os cabelos.
Um dia, uma brisa leve soprou
e levantou-lhe as saias, sutilmente, e ela sorriu...
Parou de brigar com o vento!
Agora ela deixava o vento fazer o que bem entendesse, bagunçar-lhe os cabelos, levantar poeira, levar e trazer quem ele quisesse...
O vento tem lá suas artimanhas, suas surpresas, graciosidade...
O danado tem mesmo vontade própria
e não se foge dele.
Então, é melhor mesmo sermos amigos.
Às vezes ele sopra uma prosa boa em meus ouvidos...
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