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domingo, 29 de novembro de 2015

O dia em que deixei de acreditar em milagres

Um dia, deixei de acreditar em milagres. Não que tenha ficado cética ou cínica demais para acreditar na mágica da vida. Apenas me dei conta de que as coisas são muito mais reais, mais sóbrias. Não que não haja magia por aí e, que vez ou outra ela de fato ocorra. Mas, viver esperando por ela, achando que ela pode estar em qualquer esquina, é algo muito cruel. Na maioria das vezes, os resultados de tal crença são catastróficos. É como estar em um carro em movimento, numa descida e, tirar o pé do freio, esperando que o carro não bata no muro ou que você não se espatife com o choque. Então, o melhor mesmo é saber que o muro existe e se desviar ou as vezes, meter o pé no freio mesmo. Temos muito a perder. E, não há como achar que há tantos milagres assim por aí. Se fosse assim, haveria muitos milionários, ganhadores da mega sena ou talvez, o câncer ou a Aids não existissem.
Portanto, o melhor mesmo é manter os pés na realidade. Não que devamos deixar de acreditar na magia ou na cura para a Aids, mas, devemos trabalhar com sonhos um pouco mais sóbrios e possíveis. Assim, aumentamos as chances deles se realizarem.
Deixemos então, os milagres ao acaso ou guardados nas caixinhas de surpresas boas que existem espalhadas pela vida!
Não é que milagres não aconteçam; só é muito cruel passar a vida esperando por eles. Pois eles são assim, podem acontecer a qualquer hora ou lugar, geralmente, quando menos se espera.

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